domingo, 6 de março de 2011

Como tudo começou...

Dentre muitos acontecimentos de nossa vida, um em especial se fez! A notícia de que estava grávida depois de vomitar bastante...
Foi um momento de felicidade geral pois um bebê sempre é bem vindo não é mesmo?? E quando descobrimos da gravidez, a Rebeca já estava com 14,5 semanas de vida, isso já marcava quase 4 meses... fiz meu primeiro ultra-som e teoricamente tudo normal mas ainda não dava pra ver o sexo. Depois conversando com uma médica amiga ela disse que quando completasse 18 semanas que eu poderia procurá-la para ver o sexo da criança e foi o que fiz... com 18 semanas descobrimos que era uma menininha...Seu nome, Rebeca, que quer dizer: fruto de uma união feliz! E assim seguimos... 
Algum tempo depois retornei para fazer outro ultra-som apenas como acompanhamento e foi quando descobrimos que a Rebequinha tinha desenvolvido a hidrocefalia, num primeiro momento a médica foi muito gentil comigo e delicada ao falar do problema da neném, depois buscamos saber através de um US 3D para confirmação e real proporção dos fatos. Foi lá que eu vi direto na telinha também o problema do lábio leporino que a médica anterior não me contou talvez querendo me poupar de muita informação junto, pois no laudo que ela mesmo fez do exame ela já relatava que já tinha visto a fenda, ela só não me contou tudo de uma vez. Foi lá também que as coisas começaram a me preocupar pois a cabecinha dela tinha crescido absurdamente de um dia pro outro e fiquei assustada. De lá seguimos em busca de um obstetra especialista em síndromes fetais para nos orientar como deveríamos seguir com relação a gestação. 
Inicialmente ele estudou o caso e nos aconselhou a buscar outras avaliações se possível em SP, foi quando tive oportunidade de ir até SP ser avaliada por um outro médico também especialista em síndromes fetais, e lá ele nos disse que o meu caso era muito grave, que as chances de eu abortar eram grandes e se eu não abortasse ao nascimento ela não resistiria. Nos explicou que a cabecinha dela já tinha um tamanho de bebê já nascido e que eles iriam ter que fazer um procedimento para tentar esvaziar a cabeça dela pra poder acontecer o parto, se ele tentasse abrir muito meu útero eu poderia perder o útero e/ou minha cirurgia poderia complicar demais e correr risco de vida e que nesses casos tão graves eles dão prioridade para a mãe e que existia uma "incompatibilidade com a vida", deu um nome de "hidrocefalia letal" que ele chama por ser tão grande que não possibilitasse o desenvolvimento da massa cerebral, disse também que o US é um exame sugestivo e que não era conclusivo portanto nos orientou a fazer um exame cariótipo onde indicaria a real patologia da bebê e nos daria um rumo quanto a possibilidade de ter outros filhos. Fizemos esse exame porém não sabemos o que aconteceu mas deu errado, não tivemos nenhuma resposta. 
Ao voltarmos para Belém o médico falou que  poderíamos refazer o exame no parto, antes disso ouve uma conversa muito sutil com relação em ter uma liberação judicial para que eu fizesse o aborto caso o exame do cariótipo mostrasse alguma patologia que fosse incompatível com a vida, mas desde o começo dessa história eu já tinha comigo que, se Deus permitiu tudo isso Ele iria conduzir todos os fatos e acontecimentos, não seria eu quem decidiria pela vida da minha filha. Daqui pra frente seria um dia de cada vez, acompanhando seu desenvolvimento e pedindo forças ao papai do céu pra continuar...

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